segunda-feira, 10 de agosto de 2026
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Sem acordo salarial, ônibus podem ter atrasos em São José, Taubaté e Jacareí

Sindicato dá prazo para empresas apresentarem nova proposta; mobilização nas garagens pode afetar a saída dos coletivos

Sem acordo salarial, ônibus podem ter atrasos em São José, Taubaté e Jacareí
foto: PMSJC Foto: AquiVale/Imagens

Os usuários do transporte público de São José dos Campos, Taubaté e Jacareí devem ficar atentos nos próximos dias. Sem avanço nas negociações da campanha salarial dos motoristas e cobradores, o Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba informou que poderá realizar mobilizações nas garagens das empresas, o que pode provocar atrasos na saída dos ônibus na quarta-feira (24).

A categoria está em estado de greve desde o último dia 13, após rejeitar a proposta apresentada pelas empresas do setor. Segundo o sindicato, os trabalhadores reivindicam a reposição da inflação acumulada, estimada em 4,11%, além de um aumento real de 6% nos salários. Também fazem parte da pauta melhorias em benefícios, como vale-alimentação, participação nos lucros e ampliação do plano de saúde.

As empresas, representadas pela Busvale, ofereceram reajuste de 4,20%, percentual considerado insuficiente pela categoria por não garantir ganho real. O impasse levou os trabalhadores a aprovarem o estado de greve durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba.

De acordo com a entidade sindical, as empresas têm até as 16h desta terça-feira (23) para apresentar uma nova proposta. Caso isso não aconteça, estão previstas manifestações nas garagens durante a madrugada de quarta-feira (24), o que pode atrasar o início da operação em diversas linhas nas cidades da região.

Apesar da mobilização, o sindicato reforça que não há greve decretada neste momento. Os ônibus seguem circulando normalmente, mas a realização de assembleias e atos nas garagens pode gerar atrasos pontuais nas primeiras viagens do dia.

As três cidades atendem juntas centenas de milhares de passageiros diariamente, e qualquer alteração na operação do transporte coletivo pode impactar trabalhadores, estudantes e demais usuários que dependem dos ônibus para seus deslocamentos.

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