terça-feira, 11 de agosto de 2026
Jacareí

Prefeitura de Jacareí inicia processo para retomar terreno da fábrica da Caoa Chery

Município alega que empresas não cumpriram prazo para apresentar plano de reativação da unidade, parada desde 2022

Prefeitura de Jacareí inicia processo para retomar terreno da fábrica da Caoa Chery
Reprodução

A Prefeitura de Jacareí iniciou os procedimentos para desapropriar a área da antiga fábrica da Caoa Chery, instalada no município e sem produção desde maio de 2022. A informação foi revelada pela colunista do UOL Paula Gama.

A decisão foi formalizada em um ofício enviado às duas empresas responsáveis pela operação. No documento, com data de 20 de julho, a Prefeitura afirma que está esgotado o prazo concedido para que Caoa e Chery apresentassem um plano para a retomada das atividades na unidade.

Segundo o município, as empresas não apresentaram, dentro do prazo estabelecido, informações consideradas objetivas e atualizadas sobre a reativação da fábrica.

O início dos procedimentos, no entanto, não significa que a desapropriação já tenha sido concluída. Neste momento, o processo está na fase administrativa e ainda depende de outras etapas, que podem levar à edição de um decreto de desapropriação e, posteriormente, à incorporação da área ao patrimônio municipal. As empresas também podem contestar a medida.

A unidade de Jacareí tem capacidade nominal para produzir até 150 mil veículos por ano e está sem produção há mais de quatro anos.

Em 2022, quando anunciou a suspensão das atividades, a Caoa Chery informou que a paralisação seria temporária e teria como objetivo modernizar a linha de produção para a fabricação de veículos híbridos e elétricos. Na época, a previsão era de que a produção fosse retomada em 2025.

O prazo, porém, terminou sem a retomada das atividades e sem a apresentação de um novo projeto industrial para a unidade.

O ofício enviado agora pela Prefeitura também reúne o histórico das tentativas do município de obter uma definição sobre o futuro da fábrica.

Em junho de 2025, a administração municipal fez a primeira cobrança formal às empresas. Segundo a Prefeitura, a resposta apresentada na ocasião não trouxe informações consideradas objetivas sobre a retomada da unidade.

No mês seguinte, em julho de 2025, uma nova notificação alertou para a possibilidade de reversão da doação do terreno ou de desapropriação da área. O prazo inicialmente estabelecido era de 45 dias, mas acabou sendo ampliado para 12 meses a pedido das próprias empresas.

Já em abril de 2026, a Prefeitura fez uma nova cobrança e pediu que Caoa e Chery apresentassem uma manifestação objetiva sobre o interesse em buscar uma solução para o imóvel.

Diante do fim do prazo, o município informou que dará continuidade aos trâmites internos para a elaboração e publicação do decreto de desapropriação.

Apesar disso, a Prefeitura afirma que continua aberta ao diálogo com as empresas, desde que seja apresentada uma proposta concreta para o futuro da área.

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