quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Paraibuna

Robôs subaquáticos serão usados pela 1ª vez para inspecionar usina

Equipamentos com câmeras e sensores vão percorrer túnel de 300 metros sem necessidade de entrada de profissionais na estrutura

Robôs subaquáticos serão usados pela 1ª vez para inspecionar usina
Foto: Reprodução

Dois robôs subaquáticos vão entrar pela primeira vez no túnel adutor da Usina Hidrelétrica de Paraibuna, no Vale do Paraíba, para uma inspeção preventiva da estrutura. A tecnologia será utilizada pela CESP nos dias 15 e 16 de outubro e permitirá verificar as condições internas do túnel sem que profissionais precisem entrar no local.

Os equipamentos, conhecidos como ROVs (veículos subaquáticos operados remotamente), são controlados à distância e contam com câmeras de alta definição e sensores que utilizam ondas sonoras para fazer uma varredura da estrutura. As imagens e informações são transmitidas em tempo real para a equipe responsável pela inspeção.

O túnel tem cerca de 300 metros de extensão e é responsável por conduzir a água do reservatório até o sistema de geração de energia. Com os robôs, a vistoria poderá ser feita sem esvaziar a estrutura, o que reduz a necessidade de intervenções e torna o procedimento mais seguro e ágil.

Além de permitir uma análise mais detalhada do interior do túnel, o uso dos ROVs elimina a necessidade de exposição direta dos trabalhadores durante a inspeção.

"O uso dos ROVs em Paraibuna é um exemplo dessa evolução, ao combinar tecnologia e prevenção para ampliar o conhecimento sobre as estruturas e apoiar o planejamento das ações de manutenção", afirma Henrique de Proença Barbosa, gerente de Operações e Manutenção de Hidrelétricas da CESP.

Inspeção terá interrupção temporária da vazão

Para que o trabalho seja realizado, a liberação de água da usina para o Rio Paraíba do Sul será interrompida temporariamente durante a madrugada dos dois dias. A chamada vazão zero poderá durar até quatro horas, entre meia-noite e 4h.

Segundo a CESP, a medida não representa o esvaziamento do reservatório nem a interrupção do fluxo do rio. A usina continuará em condições normais de operação, e a empresa afirma que não haverá impacto no abastecimento das comunidades localizadas a jusante.

A companhia também fará o monitoramento da qualidade da água e da fauna aquática antes, durante e depois da inspeção.

A atividade segue as diretrizes técnicas e regulatórias do setor e será acompanhada em articulação com órgãos como a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Moradores das áreas próximas à usina estão sendo informados sobre a operação. Dúvidas podem ser encaminhadas à CESP pelo canal Diálogo Aberto, de segunda a sexta-feira, em horário comercial, pelo WhatsApp (11) 93032-6699.

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