sexta-feira, 7 de agosto de 2026
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Prefeitura de Taubaté rompe contrato com administradora do Hmut

Encerramento da gestão da Santa Casa de Chavantes no Hospital Municipal de Taubaté está marcado para 1º de agosto, após disputa judicial entre as partes.

Prefeitura de Taubaté rompe contrato com administradora do Hmut
Foto: AquiVale/Imagens

A Prefeitura de Taubaté decidiu rescindir o contrato com a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, atual responsável pela gestão do Hospital Municipal de Taubaté (Hmut). A informação foi confirmada pelo Grupo Chavantes nesta quarta-feira (1º).

Segundo a instituição, a Prefeitura comunicou o encerramento das atividades a partir de 1º de agosto. A administração municipal ainda não se manifestou sobre o assunto.

O grupo afirmou que já iniciou o processo de comunicação aos funcionários e aos fornecedores da unidade. Em nota, a Santa Casa declarou ter prestado um serviço de excelência ao longo da gestão, mesmo diante do que classificou como um sufocamento financeiro por parte do município. A entidade também disse ter manifestado interesse em dar continuidade ao trabalho e alertado sobre os riscos de uma interrupção abrupta no atendimento. O grupo garantiu que, até o último dia de sua permanência, manterá esforços para preservar a assistência aos pacientes.

A Santa Casa de Chavantes assumiu a gestão do hospital em 2024, ainda na administração do ex-prefeito José Saud (Progressistas). Já sob o comando do atual prefeito, Sérgio Victor (Novo), o contrato foi renovado por mais um ano, mas a relação entre prefeitura e entidade passou a ser marcada por disputas judiciais. No ano passado, o poder público chegou a reter repasses à Chavantes, alegando descumprimento de metas contratuais. O contrato também foi questionado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Nova organização social

Em dezembro do ano passado, a prefeitura publicou um edital para contratar uma nova organização social responsável pela gestão do hospital, mas o processo foi suspenso em janeiro deste ano sob justificativa de necessidade de ajustes técnicos.

Em março, a Secretaria de Saúde abriu um novo chamamento público, com prazo estendido posteriormente até 8 de maio. O edital previa valor estimado de até R$ 132 milhões para custeio e gestão das atividades nos primeiros 12 meses, o equivalente a cerca de R$ 11 milhões mensais, um aumento de 17% em relação ao contrato vigente. O documento também determinava que a organização vencedora deveria absorver os funcionários já atuantes na unidade, garantindo a continuidade do atendimento, além de manter as atividades de ensino e pesquisa integradas à Universidade de Taubaté (Unitau).

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