segunda-feira, 10 de agosto de 2026
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Copa do Mundo na América do Norte começa com expectativas e polêmicas

Torneio já foi cercado por diversas controvérsias envolvendo ingressos, política e logística

Copa do Mundo na América do Norte começa com expectativas e polêmicas
Foto: AquiVale/Imagens

A Copa do Mundo de 2026 promete ser a maior da história, com 48 seleções, 104 partidas e três países-sede.

Mas mesmo do início da competição, o torneio já foi cercado por diversas controvérsias envolvendo ingressos, política, logística e até questões ambientais.

A expectativa pelo desempenho da Seleção Brasileira, dos impactos das restrições do governo Trump a estrangeiros e a dinâmica do novo regulamento chamam a atenção do mundo todo para a Copa, que seguirá até 19 de julho.

A ampliação para 48 seleções aumentou o número de jogos e vagas continentais, mas também gerou críticas sobre o equilíbrio técnico do torneio e a complexidade do sistema de classificação para o mata-mata.

Poucas vezes uma Copa do Mundo começou tão atravessada por questões políticas.

O árbitro somali Omar Artan, considerado um dos principais juízes do futebol africano, mesmo portando visto diplomático válido, teve sua entrada barrada pelas autoridades americanas ao desembarcar em Miami.

Fifa confirmou sua exclusão do quadro de arbitragem da competição. O governo Trump afirmou que a decisão estaria relacionada à pessoas investigadas por terrorismo.

President Donald Trump and FIFA President Gianni Infantino hold a ticket to the 2026 FIFA World Cup after after announcing the 2026 World Cup draw will be held at the Kennedy Center in December in the Oval Office of the White House in Washington, DC on Friday, August 22, 2025. The FIFA World Cup, coming to North America next summer will be the first World Cup with three host countries in the U.S., Canada and Mexico, and it will be the first to feature a 48-team field. Photo by Annabelle Gordon/UPI

O Uzbequistão denunciou que seus integrantes foram submetidos a inspeções completas de bagagem, revistas com cães farejadores e longos períodos de espera para liberação.

E o caso mais grave é o Irã. O governo dos EUA impôs barreiras rigorosas à delegação iraniana. Embora os jogadores tenham recebido os vistos após muita demora, cerca de 15 membros da comissão técnica e da diretoria tiveram a entrada negada pelos norte-americanos.

Devido a essas restrições, o Irã teve que mudar seus planos. Em vez de ficar no Arizona (EUA), a seleção se instalou em Tijuana, no México.

A seleção iraniana só tem permissão para cruzar a fronteira e entrar em solo americano um dia antes de cada partida, retornando logo em seguida.

Voltando ao campo, a Seleção Brasileira estreia neste sábado ás 19h contra o Marrocos em Nova Jersey nos EUA. O Brasil, única seleção a participar de todas as Copas, trabalha em busca da sexta conquista.

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