Uma moradora da Rua Luiz Gonzaga Azevedo, no bairro Jardim Imperial, em São José dos Campos, procurou o Aqui Vale para cobrar providências da Prefeitura após o alagamento da via na tarde de sexta-feira (9), durante a chuva que atingiu o Vale do Paraíba.
De acordo com o relato, a água teria vindo acompanhada de esgoto, o que deixou a rua suja e com forte odor. Ainda segundo a munícipe, a água só começou a baixar cerca de 30 minutos depois de a chuva parar.
A Rua Luiz Gonzaga Azevedo é perpendicular à Rua Felisbina de Souza Machado, onde ocorrem as obras de drenagem e onde se abriu uma cratera, o que tem chamado a atenção de moradores da região. A munícipe afirma que o problema não é novo. Segundo ela, as enchentes costumam ocorrer todos os anos, geralmente em março, no período de chuvas intensas, e parte das casas seria atingida em praticamente todos os episódios.
Para a moradora, isso indicaria que a drenagem é ineficiente nos meses de cheia. Ela afirma ainda que, desta vez, a situação foi a pior que já viu, por causa do vazamento de esgoto. Como registro de que o problema se repete, ela nos enviou uma imagem de 2024.
Durante o alagamento, a moradora diz ter ligado para a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) para pedir a interdição da rua e evitar a passagem de ônibus, cujo deslocamento sobre a água pode agravar a invasão das casas. Segundo o relato, ela foi informada de que não havia como enviar um agente ao local e foi orientada a registrar a solicitação pelo canal 156. Ela afirma que a central não completava as chamadas até o momento do contato com o Aqui Vale. De acordo com a munícipe, dois ônibus passaram pela rua durante o alagamento, às 15h36 e às 15h39.
A moradora também questiona se haverá limpeza e desinfecção das ruas atingidas e critica a qualidade do asfalto que vem sendo aplicado na obra. Segundo ela, ônibus que passam em alta velocidade provocam vibrações que chegam a balançar as casas.
Sobre o projeto em andamento, a munícipe questiona se a obra, depois de concluída, será capaz de suportar as cheias. Ela defende que o novo sistema não se baseie nas mesmas vazões da antiga galeria nem em estimativas teóricas, e que sejam feitos estudos no local, com a participação da população. Ela relaciona o cenário ao aumento da frequência de chuvas intensas, associado às mudanças climáticas.
O Aqui Vale reserva este espaço para que a Prefeitura de São José dos Campos se manifeste, caso deseje, sobre o alagamento, as obras de drenagem, a limpeza da rua e o atendimento pelo 156.
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